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Vazamento de PetrÓleo no Golfo do MÉxico
006/2010 – 07/06/2010
006/2010 – 07/06/2010
Alternativa de Solução do Problema - BIORREMEDIAÇÃO
A Biorremediação tem sido aplicada em grande escala em ambientes aquáticos e terrestres para sua limpeza. Por ser utilizada em ambientes multifásicos, depende de um enfoque multidisciplinar que envolve microbiologia, engenharia, ecologia, geologia e química. A biodegradação torna-se uma prática que, a partir de microrganismos, almeja uma remediação ambiental que proporcionará uma sustentabilidade para o ecossistema, ou seja, de maneira natural o meio contaminado se tornará saudável outra vez, entenda como funciona este processo:

Foto: Ilhas cercadas com barreiras de contenção.
Biodegradação do Petróleo
A capacidade de certos microrganismos serem capazes de utilizar hidrocarbonetos como fonte de carbono foi apresentada por Zobell em 1946. Ele também verificou que esses microorganismos eram amplamente distribuídos na natureza, e a utilização de hidrocarbonetos era altamente dependente da natureza química dos compostos existentes na mistura do petróleo e das condições ambientais.
A biodegradação do petróleo por populações naturais de microrganismos representa um dos mecanismos primários, pelo qual os compostos poluentes são eliminados do meio ambiente. Alguns compostos do petróleo são facilmente evaporados ou biodegradados, enquanto outros persistem recalcitrantes na natureza.

Foto: vazamento do cano principal no Golfo do México
O petróleo contém hidrocarbonetos que variam da simples molécula, como o metano, a moléculas com alto peso molecular. Os diferentes componentes do petróleo são usualmente agrupados em frações, dependendo de suas propriedades físico-químicas. As principais frações são a saturada, a aromática e uma fração asfáltica ou polar.
A fração saturada compreende os n-alcanos, os alcanos ramificados e os cicloalcanos (naftenos). Os n-alcanos são considerados os mais facilmente degradáveis e foi demonstrada a biodegradação de até n-C44 Os hidrocarbonetos aromáticos constituem uma classe de compostos orgânicos contendo um ou mais anéis benzênicos, arranjados de forma linear, angular ou em grupos. Os compostos aromáticos são moléculas hidrofóbicas que apresentam baixa solubilidade em água, o que contribui para sua persistência no meio ambiente.
A Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency – EPA) dos Estados Unidos da América lista vários desses compostos como poluentes de prioridade nacional, que devem ser freqüentemente monitorados em efluentes industriais, devido ao fato de serem considerados como carcinogênicos, mutagênicos, teratogênicos, além de terem a capacidade de se bioacumularem nas diferentes cadeias alimentares.

Veterinária examinando a contaminação por petróleo num pelicano em L.A.
Um, dois ou três anéis aromáticos são degradados facilmente e há linhagens capazes de degradar compostos com até cinco anéis aromáticos. As estruturas condensadas podem sofrer um processo de degradação similar as estruturas monocíclicas sendo, porém mais resistentes.
A capacidade de degradar hidrocarbonetos do petróleo é apresentada por diversos gêneros microbianos, principalmente bactérias e fungos.
Os gêneros mais importantes de bactérias, tanto de ambiente terrestre como marinho são: Achromobacter, Acinetobacter, Alcaligenes, Arthrobacter, Bacillus, Flavobacterium, Nocardia e Pseudomonas ssp
Entre os fungos, Aureobasidium, Candida, Rhodotorula e Sporobolomyces ssp. são os isolados mais comuns do ambiente marinho e Trichoderma e Mortierella ssp são mais comuns no solo.
A temperatura influencia a biodegradação pelo efeito na natureza física e química do petróleo, bem como, pela alteração na população microbiana. Tipicamente o metabolismo dos hidrocarbonetos é máximo à temperatura de 30-40ºC.
O petróleo é composto principalmente de hidrocarbonetos, que podem servir como fonte de carbono para o desenvolvimento de microrganismos. Há, entretanto, necessidade de outros nutrientes e, entre eles, o nitrogênio e o fósforo são requeridos em maior quantidade. Há também demanda por micronutrientes, tais como o enxofre, ferro, magnésio, cálcio e sódio. A disponibilidade desses elementos varia em diferentes ambientes e eles podem ser adicionados para estimular a biodegradação.
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Vista aérea da operação de limpeza no local da plataforma Deepwater |
Horizon e barragem sendo desenrolada na praia Orange, no Alabama. |
O oxigênio é requerido para o processo de biodegradação, pois os passos iniciais no catabolismo dos hidrocarbonetos envolvem a oxidação do substrato por oxigenases.
As técnicas utilizadas na biorremediação podem ser executadas in situ (não há extração do meio contaminado, a biorremediação é feita no local contaminado ) ou ex-situ (o meio extraído é tratado em instalações de depuração específicas).
A biorremediação pode ser feita pela bioestimulação que é a adição de nutrientes e otimização das condições ambientais do solo, ou pela bioaumentação que é adição de microorganismos capazes de degradar rapidamente contaminantes específicos.
Fonte de Pesquisa: www.cca.ufscar.br
Fotos: British Petroleum
Assista o vídeo:
Andréa de Paiva
Técnica em Meio Ambiente
Druck Chemie Brasil Ltda.

